Em resumo
A disfunção mitocondrial é a perda progressiva, relacionada à idade, da eficiência das mitocôndrias em produzir energia (ATP), acompanhada de maior vazamento de espécies reativas de oxigênio.
As mitocôndrias são as organelas que convertem nutrientes em ATP através da cadeia de transporte de elétrons. Com a idade, esse processo se torna menos eficiente, o DNA mitocondrial (mais suscetível a mutações do que o DNA nuclear) acumula danos, e a proporção de mitocôndrias vazadas ou danificadas cresce em vários tecidos, especialmente naqueles com alta demanda energética, como músculo e neurônios.
Esse declínio não é apenas uma questão de menos energia disponível: mitocôndrias disfuncionais liberam mais espécies reativas de oxigênio e podem vazar DNA mitocondrial para o citoplasma, ativando vias inflamatórias como a cGAS-STING, uma das ligações propostas entre a disfunção mitocondrial e o inflammaging.
A intervenção com evidência humana mais consistente para melhorar a função mitocondrial continua sendo o exercício físico, especialmente o treino aeróbico, que estimula a biogênese de novas mitocôndrias. Compostos vendidos como "boosters mitocondriais" carecem, em sua maioria, de ensaios humanos de qualidade equivalente.