Em resumo
A fisetina é um flavonoide presente em morangos e outras frutas, identificado em triagens de laboratório como um dos compostos naturais com maior potencial senolítico entre os testados até agora.
Em modelos de camundongos, a fisetina eliminou seletivamente células senescentes em diversos tecidos e, em alguns estudos, prolongou a vida saudável do animal quando administrada já em idade avançada, um resultado que atraiu atenção por reproduzir parte do que se observa com D+Q, mas com um composto de origem natural.
Ensaios clínicos iniciais em humanos — incluindo estudos de segurança em idosos frágeis e em pacientes com doença renal crônica — avaliaram principalmente tolerabilidade e mudanças em marcadores de senescência e inflamação, com resultados preliminares e mistos. Ainda não há um ensaio de porte suficiente que demonstre benefício clínico direto, como menos hospitalizações ou maior sobrevida.
É vendida como suplemento em cápsulas com dose muito acima da ingestão obtida por meio de morangos na dieta; a extrapolação da dose eficaz em camundongos para uma dose humana equivalente ainda não está bem estabelecida.