Em resumo
Um relógio epigenético é um algoritmo que estima a idade biológica analisando padrões de metilação do DNA em pontos específicos do genoma, um tipo de marca química que muda de forma previsível com a idade.
O primeiro relógio desse tipo, publicado por Steve Horvath em 2013, foi treinado para prever a idade cronológica a partir da metilação de várias centenas de posições do DNA, e funcionou surpreendentemente bem em múltiplos tecidos. Foi a prova de conceito de que o epigenoma "lembra" a idade de uma pessoa.
Os relógios usados hoje em pesquisa evoluíram para um objetivo diferente: em vez de prever apenas o número de anos, eles tentam prever o risco de doença e de mortalidade. O GrimAge (Lu e colaboradores, 2019) foi treinado usando a metilação como substituto de biomarcadores de tabagismo e de proteínas plasmáticas associadas à mortalidade, e prevê o risco de óbito melhor do que o relógio de Horvath original. O PhenoAge (Levine e colaboradores, 2018) segue uma abordagem parecida, treinado sobre exames clínicos associados à deterioração funcional.
Esses relógios são validados em nível de coortes de pesquisa — preveem bem o risco médio de um grupo grande de pessoas —, mas a leitura individual de uma única pessoa carrega uma margem de erro de vários anos. Uma mudança no resultado após uma intervenção específica é um dado interessante de acompanhamento, não uma prova clínica de que o risco real dessa pessoa foi alterado.
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Perguntas frequentes
GrimAge e PhenoAge são a mesma coisa?
Não. Ambos são relógios epigenéticos de "segunda geração" treinados para prever mortalidade e não apenas a idade cronológica, mas usam dados de treinamento diferentes e nem sempre concordam na pontuação da mesma pessoa.