Em resumo
A melatonina é um hormônio produzido pela glândula pineal em resposta à escuridão, que sinaliza ao corpo a proximidade do sono e regula o ritmo circadiano.
Como suplemento, a melatonina tem a evidência humana mais sólida para reduzir o tempo até adormecer e ajudar no ajuste do jet lag, com ensaios clínicos consistentes nessas duas aplicações, em doses tipicamente entre 0,5 mg e 5 mg.
Em laboratório, a melatonina também mostrou propriedades antioxidantes e capacidade de modular vias inflamatórias, o que gerou interesse especulativo sobre um papel mais amplo em longevidade. Esses achados vêm majoritariamente de estudos em células e em animais; não há ensaios humanos que demonstrem que suplementar melatonina além de sua função reguladora do sono prolongue a vida ou previna doenças relacionadas à idade.
É vendida sem receita no Brasil como suplemento, regulada pela ANVISA, embora em concentrações mais altas do que em alguns outros países. O uso prolongado em doses elevadas ainda carece de dados robustos de segurança de longo prazo, e pode interagir com anticoagulantes e alguns imunossupressores.